Duas perguntinhas

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    • #17047 Responder
      Rogerio Carneiro Campello
      Convidado

      O assunto “línguas” sempre me interessou. A portuguesa em particular. Não repare, pois, se eu faço muitas perguntas. Lá vão mais duas:

      1 – O trecho a seguir está na Constituição Federal (e eu conferi em várias versões pela internet): “é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários…”. Esse “exceto” está certo entre vírgulas?

      2 – Tomemos a frase: “as duas irmãs estavam com fome; dei um doce de côco a uma e a outra”. Eu escreveria assim. Mas acho que “à uma e à outra” também está certo. Ou não?

    • #17073 Responder

      1) A vírgula enfatiza o “exceto”. Eu também não a usaria…
      2) Em “a uma” não cabe uso de acento grave. Em “a outra”, poderia haver. Como as expressões são paralelas, o melhor é não usar em nenhuma delas.

    • #17143 Responder
      Rogerio Carneiro Campello
      Convidado

      Concordo com o que você disse em 2). Tudo em paz. Mas como você classifica o uma e o outra? Pronomes indefinidos?

    • #17145 Responder

      Sim.

    • #17147 Responder
      Rogerio Carneiro Campello
      Convidado

      Então, me desculpe, não há razão para poder colocar crase num caso e não no outro. Se há uma correspondência exata, por que “uma”, que é uma pessoa concreta, embora não definida, e “outra”, que o é do mesmo jeito, têm esse tratamento diferente? Não quero ser chato, professora. Substituamos por pessoas: dei um doce a Patrícia e a Joana. Ou à Patrícia e à Joana (também vale). Por que a diferença? Só porque saímos do geral para o particular?

    • #17151 Responder

      A questão é que o que define a ocorrência de crase não é a classe da palavra, mas 1) a ocorrência de preposição; 2) a ocorrência de artigo. Há pronomes indefinidos que admitem artigo, outros não admitem. Veja que os pronomes indefinidos”outro(a)(s)” admitem artigo, mas “um(ns) / uma(s)” não admitem: Um é elegante, o outro é bonito. (Não diríamos “O um é elegante, o outro é bonito” ou “A uma é elegante, a outra é bonita.), o que, ao que me parece, deixa clara a inexistência de artigo antes de “uma”, portanto a inexistência de crase.

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